Trajes

 

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A tradição popular faz parte do património artístico e cultural de um povo, constituindo a sua própria identidade através dos tempos.

O folclore do Ribatejo é vivo e expressivo, tanto refletindo a melodia poética que nos vem do lado do rio, como nos transporta à cavalgada impressionante de um Campino, pampilho ao alto, figura indómita que domina a lezíria.

Aqui se dança o Fandango como em nenhuma outra parte, se bate um Fadinho ou se marca um Bailarico, como só o sabem fazer as gente da borda d’água, com aquela raça que é tradicional a quem a trata por tu as terras abertas da charneca ensoalhada.

No Ribatejo das vindimas, das searas, das ceifas, dos olivedos e das mondas, o traje veste a simplicidade do seu povo que têm no trabalho e no apego à terra o seu maior orgulho.

Em Almeirim, a etnografia e o folclore têm raízes profundas na sua vida rural, constituindo um veículo de grande importância para a divulgação das danças e trajes de outros tempos.

Neste capítulo podemos realçar o traje da mulher de Almeirim, sem dúvida o que mais se destaca entre os trajes femininos da nossa província.

A mulher usava saia vermelha, cor comum a quase todo o ribatejo sul, pregueada, contrastando com a singeleza das cores e como corte do casaco com ao típico rabo de bacalhau, de avental com rendas ou bordados, meias brancas, de carapuço, feitas à mão, lenços de  merino ou ramagens.

Nos pés usava chinela preta e, sobre a anca, do lado direito, trazia uma pequena bolsa rústica, onde guardava o lenço e outros objetos de uso pessoal.

 

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Ainda no capítulo do traje, o homem vestia, também, com simplicidade: calças de boca de sino, colete, cinta e barrete, tudo preto e camisa branca pregueada no peitilho. Os sapatos eram de “prateleira”, devido ao salto.

Este era o traje dos dias de festa, porque, para o trabalho ele era variado de acordo com as tarefas a efetuar no campo e as diferenças climatéricas.2

 

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